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domingo, 27 de setembro de 2009

Exposição - Ericeira Antiga

Inicio hoje a Exposição Ericeira Antiga, com as primeiras fotografias antigas. As exposições serão publicadas por temas, a desta semana será dedicada às gentes da Ericeira, mais particularmente, à labuta diária dos pescadores que cedo se levantavam e tarde se deitavam.
Os barcos, no porto, eram puxados para dentro e fora de água, à força de braços e de dois bois. Usavam um sistema de troncos, dispostos na areia, num corredor que levaria o barco à água.
Na praia dos pescadores era costume haver a venda do peixe. Naquele lugar juntavam-se muitas pessoas interessadas na venda/compra do peixe fresco, qual lota, qual mercado.
Mas não se pense que só os homens trabalhavam no duro, as mulheres, alem de terem de vender o peixe, também trabalhavam muito como lavadouras. Dirigiam-se até à fonte do cabo onde se reuniam em volta do tanque para lavarem as suas peças de roupa.
Fazia também parte da labuta diária, a venda na praça, o amanho das redes e a recolha de água em bilhas de barro.
Uma vida simples e dura se compararmos com os dias actuais em que a água chega à nossa casa, as maquinas fazem o nosso trabalho de lavar e  puxar os barcos.

Outra forma de visualizar a exposição é clicando no link clique aqui para abrir a exposição sob a fotografia antiga, na coluna ao lado. Quando o fizer abrirá uma janela com a exposição de fotografias da semana em forma de slides. Poderá redimensionar a janela para poder visualizar as fotografias em ponto maior ou menor. Clique no "play" para iniciar a apresentação ou faça avançar ou recuar .
Boa visita ;)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O Rei da Ericeira

A Ericeira é uma vila tão antiga que até as suas paredes guardam histórias. Ao andar pelas ruas da vila, aqui e ali, encontra sempre alguma inscrição, um painel de azulejos, ou placas, com curiosidades. Assim, é possível ver as inscrições nas rochas das furnas com ditados populares, tais como, "Quem navega sem destino, nenhum vento é favorável", ou painéis a informar que "Foi nesta praia que no dia 5 Outubro de 1910 embarcou para o exilio a Familia Real Portuguesa perante a respeitosa atitude de toda a população da Ericeira".
Contudo a inscrição que motivou este artigo refere-se ao Rei da Ericeira, o segundo contado entre os falsos Dom Sebastião, de seu nome Alvares Mateus.

Este senhor mais não era que um ermita com traços semelhantes ao do próprio D. Sebastião. Tal aparência suscitou imediatamente a curiosidade dos populares que não tardaram a espalhar que ali se encontrava o Desejado. Isto um ano após ter surgido um falso D. Sebastião, condenado às galés espanholas, como integrante da armada invencível que pretendia invadir Inglaterra.
Os apoiantes juntaram-se então e aclamaram-no como rei, chegando mesmo a haver casamento com uma filha de um lavrador, Pêro Afonso, principal incentivador da sua proclamação. O falso Rei chegou ao ponto de montar corte na Ericeira: distribui cargos e títulos nobiliárquicos e passou provisões e alvarás com o selo real.

Ao saber disso o vice-rei espanhol, foram enviados o juiz da hora de Torres Vedras e o escrivão, acompanhados de oficiais de justiça com a intenção de prender os amotinados. Contudo acabaram sendo lançados do muro das Ribas pelos defensores do pretenso Rei, o que levou ao envio de uma força militar espanhola para cercar Pero Afonso no vale do Lizandro que dizimou os seus homens.

Após o condenamento em Lisboa, a 14 de Junho de 1585, Mateus Alvares, natural da ilha Terceira (Açores) foi conduzido ao Pelourinho, onde lhe foi decepada a mão direita, que lá ficou exposta. Ainda depois do enforcamento , foi decapitado e esquartejado, e as suas partes expostas nas quatro portas da cidade.

Atribiu-se a Mateus Alvares a seguinte declaração: "não sou D.Sebastião, mas somente um homem que tentou libertar o povo da tirania dos castelhanos, agora façam rei a quem quiserdes.


No entanto, este tratamento não impediu outros dois homens muito curiosos de tentarem o mesmo: um pasteleiro com qualidades incomuns: tratos finos, falante de quatro línguas ( castelhano, Português, Francês e
Alemão), de historia igualmente singular; e um italiano que não falava uma palavra de Português! mas que dizia ter feito um voto de não falar na língua mãe.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva - breve história


Um dos marcos da vila, que atrai turistas e veraneantes a visitarem-no e/ou tirar fotografias à sua fachada ao estilo Arte Nova, é a Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, assim denominado, ao fim de uma história muito rica, em homenagem ao principal publicador e contribuinte para a historiografia local.

Breve resumo da sua História
Em 1861, inaugura-se o Clube Recreativo Ericeirense, instalado no piso térreo mandado construir por Francisco José da Silva Ericeira, que inicialmente funcionava apenas na época balnear com saraus musicais de grande nível que atraiam a aristocracia e a alta classe media.
Em 1919 é então transformado em Grande Casino da Ericeira pelo empresário Joaquim Ferreira, possuidor de casas de jogo de roleta, que oferecia, alem da roleta, jogos de banca francesa e outros jogos de fortuna ou de azar, ainda isto não havia no Casino do Estoril.
Uma das novidades foi o serviço de Restaurante, dirigido por um Maître d´Hotel de Lisboa, que se propunha a realizar concertos e matinées, aos domingos e quintas-feira. No entanto, a este primeiro casino, relativamente modesto, sucedeu-se um segundo, em 1924. Decorado com interiores de luxo e grande riqueza arquitectónica era palco da celebração do inicio (Julho) e fecho(finais de Outubro) da época balnear com concertos, números de variedades e bailes cheios de atractivos e surpresas. Durante o mês de Setembro realizavam-se chás dançantes acorridos pela elite  da colónia balnear espanhola. O serviço de restaurante esmerava-se com almoços-concertos., existindo ainda uma pensão-hotel anexa ao Grande Casino. O Grande Casino da Ericeira é então fechado três anos depois da segunda inauguração por decreto do governo  que atribuía o monopólio do jogo, na região de Lisboa, ao Casino Estoril.
Como forma de recuperar o seu investimento, o empresário Joaquim Ferreira, optou então por transformar o Grande Casino em cine-Casino da Ericeira, mantendo ainda durante muito tempo o restaurante a funcionar no salão do 1ºandar. Nos primeiros tempos, apenas havia sessão no Verão e só mais tarde é que passou a haver matinés aos fins-de-semana de inverno.
Durante os anos 30-40, o "casino" (ficou o nome) servia de rádio publica, na medida em que emitia para o exterior musicas populares antes do inicio de cada sessão. Essa musica, a que as pessoas chamavam de o "sonoro do Casino", serviu como contributo musico-cultural quase único na época, porquanto o radio era um luxo a que poucos acediam.
Foi justamente por esta altura, que o edifício sofreu duas tragédias muito próximas, quando dois camiões de carga, embateram desgovernados contra a fachada nascente, tendo havido feridos graves resultantes de ambos os acidentes.
Até aos anos 60, iam a palco revistas ao estilo do Parque Mayer, pela altura do encerramento da época balnear.Havendo soireés dançantes durante o Verão, e em dias alternados com as sessões de cinema até ao surgimento das boîtes e discotecas. Mas o cine-casino não se limitava a servir as elites. Por altura do Carnaval, acorriam gentes de todas as classes sociais, sem distinção.
A seguir ao 25 de Abril de 1974, o cine-casino foi então palco de comícios políticos com lotações esgotadas.
Com o surgimento dos cine-cafés (cafés com televisão) e mais tarde com o advento dos vídeos(vhs) este casino, tal como outros tantos, conheceu uma crise que se agravava com o tempo, acabando por encerrar antes do fim da década. Finalmente, foi adquirido pela Câmara de Mafra e transformado em Casa de Cultura.  Tendo sido remodelado de raiz  entre os anos de 1989 e 1993, de uma forma que surpreendeu os mais cépticos que não acreditavam na sua reconstrução genuína.
Actualmente, a Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, é conhecida pela sua biblioteca pública, muito bem apetrechada, com mais de 17000 obras. Neste espaço encontram uma sala de leitura, espaço infantil, sala multimédia com acesso gratuito à Internet e um espaço audio-visual. Ainda neste edifício, existe um anfiteatro moderno que recebe varias apresentações teatrais. É de facto um espaço dedicado à cultura e ao conhecimento.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Praça da Répública - Jogo da Bola

Ao longo deste blogue, tenho já falado do jogo da bola, por se tratar de um espaço amplo, situado bem no centro da vila, actua como alvo preferencial de vários acontecimentos. Por exemplo, neste espaço passam artistas de ruas, que buscam presentear o transeunte com as suas habilidades; colocam-se avisos e montam-se exposições para informar o que cá na terra se passa, etc. Sendo assim, não podia deixar de falar um pouco sobre a sua história.
Ao longo dos tempos recebeu varias denominações, pela altura do casamento da princesa D. Amélia com Dom Carlos, chamou-se "Largo da Princesa Dona Amélia". Ainda é possível observar uma placa com 12 azulejos com essa designação no Museu.
Pela altura do 5 de Outubro de 1910, mudou-se o nome para "Praça da Républica". No entanto, os populares deram-lhe ainda outra denominação.
Neste espaço era comum amigos se reunirem para participarem num jogo da Bola, que consistia em lançar uma bola de cerca 20-25 cm de diâmetro contra uns paulitos, que se aglomeravam em conjuntos de 9 ou 12, dentro de um quadrado. (Uma espécie de bolinge de rua). Esta actividade servia para angariar fundos para a Irmandade das Almas, para tal colocava-se uma determinada importância dentro de um cofre de pedra com fecho de ferro. Por este motivo, passou-se a chamar ao largo de Jogo da Bola, por então se ter popularizado este jogo naquele local.
Hoje em dia é comum encontrar várias actividades neste espaço, principalmente aos fins-de-semana: programas de animação de rua, iniciativas ambientais,  exposições de fotografias e quadros entre outros.
Tudo para o lazer de quem cá mora ou passa.

sábado, 5 de setembro de 2009

As furnas e o forte na Ericeira

Os que visitam a Ericeira não podem deixar de visitar as Furnas. Tão emblemáticas são da terra que é um local de visita obrigatório!
Há os que aproveitam para tirar fotografia, para observar o por do sol, apanhar banhos de sol num ambiente iodado, até para pescar e fazer viveiros de marisco! 
A sua construção iniciou-se em 1670  motivada pela Guerra da Restauração. Sofreu, ao longo da sua história, vários períodos de abandono e reconstrução. Constantemente erodida pela acção do mar,  reconstruiram-se alguns elementos estruturais até 1751, no entanto  acabou por sofrer um ataque mais forte aquando o terramoto de 1755.
Em 1819 foi feito um pedido de reconstrução do forte, pois desmoronara-se por acção das ondas. Entre 1831-32, foi novamente reparado, por forma a servir as tropas miguelistas, em plena Guerra civil. Mas em meados do século conheceu novo abandono, tendo, em 1871, sido usadas algumas das suas lajes  para restaurar e construir anexos da igreja de S.Pedro,não tardando a recolha da artilharia  sobrevivente  na década de 1880.
Em 1891, as dependências do forte serviram, juntamente com a Casa do Governador, para instalar a Guarda Fiscal , contudo, em 1896 desabou parte da muralha.
Por determinação de D.Manuel II (1908-1910), o forte foi reartilhado, tendo sido reedificada a muralha subjacente em 1940, anos após novo abandono. Por esta altura, o imóvel passou a ser tutelado pelo Ministério das Finanças.
Cinco anos depois, foi projectado um plano para converter o forte em miradouro, bem como a construção de uma casa de chá e o estabelecimento de uma pousada, pela Junta de Turismo.
Classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto 129/77, publicado em 29 de Setembro de 1977, o forte apenas foi objecto de conservação na década de 1980, quando a DGEMN procedeu à reconstrução da muralha e do pavimento do terraço.
Actualmente conservam-se os seus espaços mais importantes como a bateria e a casa forte.
Caracteristicas
Este forte apresenta planta rectangular, em estilo maneirista, com cobertura em terraço. No frontispício rasga-se o portão de armas em arco pleno. Apresenta bateria, formada por uma ampla esplanada voltada para o mar e a casa-forte, pelo lado de terra, comporta por compartimentos abobadados, com canhoneiras e duas guaritas cilíndricas com cobertura cónica.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A fuga do Rei

 Gostava de começar este artigo com uma tecnicidade.Muito embora seja ensinado este episódio que vos vou relatar, como a fuga do Rei, devemo-nos lembrar que tal titulo foi dado por revolucionários que passaram a governar o Estado. Pelo que esse termo tem uma conotação negativa muito propositada. 
Não nos esqueçamos que antes de serem Família Real, estes indivíduos perseguidos eram também uma família de pessoas reais. Pessoas como nós. Com outro estatuto, é certo, mas não estavam imunes aos sentimentos e comportamentos humanos.
Assim sendo, gostaria de narrar este episódio que não só marcou a nossa vila, como o País inteiro.
Eram cerca das 15 horas do dia 5 de Outubro de 1910, quando D. Manuel II, então com 20 anos, acompanhado da mãe, a rainha D. Amélia, e da avó, a Rainha D. Maria Pia, vindos de Mafra, surgiram de automóvel na vila para embarcarem no Iate D. Amélia, fugidos da revolução republicana que estalara na véspera em Lisboa. 
Os pormenores do que se passou naquele dia na Ericeira são-nos relatados por Júlio Ivo, presidente da Câmara Municipal de Mafra no tempo de Sidónio Pais, e que em 1928 inquiriu a população da vila:
"(...) os automóveis pararam e apeou-se a família real, seguindo da rua do Norte para a rua de Baixo, pela estreita travessa que liga as duas ruas, em frente quase da travessa da Estrela (...) Ao entrar na rua de Baixo, a Família Real ia na seguinte ordem: na frente El-Rei D. Manuel; a seguir, D. Maria Pia, depois, D. Amélia (...) El-Rei e quem os acompanhava subiram para a barca, valendo-se de caixotes e cestos de peixe (...) O sinaleiro fez sinal com o chapéu, e a primeira barca, Bomfim, levando a bandeira azul e branca na popa, entrou na água e seguiu a remos, conduzindo El-Rei (...)
A afluência nas ribas era imensa. Tudo silencioso, mas de muitos olhos corriam lágrimas (...) El-Rei ia muito pálido, D. Amélia com ânimo, D. Maria Pia, acabrunhada (...) Ainda as barcas não tinham atracado ao iate, apareceu na vila, vindo do lado de Sintra, um automóvel com revolucionários civis, armados de carabinas e munidos de bombas, que disseram ser para atirar para a praia se tivessem chegado a tempo do embarque (...)".

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Fonte dos golfinhos

Principal meio de distribuição de água para as familias até meados do século XX, esta fonte, projectada pelo arquitecto Ferreira Quaresma e  naugurada em 1926, encontra-se localizada junto ao Mercado (praça do peixe) e possui três golfinhos entrelaçados. Inicialmente, jorrava água continuamente das suas bocas, nos dias hoje, no entanto, foram instaladas torneiras para controlar a utilização de água.
Quem visita esta vila não pode deixar de passar por esta bela fonte e tirar uma fotografia.

sábado, 29 de agosto de 2009

Histórias da Ericeira - Rascas, Alfandega e Brasil


A Ericeira foi a 4ª alfândega do reino a seguir a Lisboa, Porto e Setúbal. Os barcos de comércio da Ericeira denominados de “Rascas” mediam 20 metros de comprimento, tinham 3 mastros e 4 velas e rumavam até ao Brasil onde existia uma colónia de gentes da Ericeira.
Esta embarcação de borda alta e convés corrido aparelhava com quatro velas latinas – traquete, vela grande, vela de proa e catita. Este aparelho complexo obrigava a uma numerosa tripulação, mas tornava o barco extremamente veleiro e belo. Usada na pesca, sobretudo na Figueira da Foz e Ericeira, foi caindo em desuso até acabar como simples embarcação de carga.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

História do Porto da Ericeira


O porto da Ericeira extinguiu-se nos finais do século XIX em consequência do surgimento do caminho-de-ferro e da linha do oeste.
Após esta extinção manteve-se em actividade a frota de pesca, constituída por embarcações mais pequenas como os “caíques de poço” e os “botes da pescada” que capturavam o peixe através de redes de amanhar.
Em 1895 estabeleceram-se na Ericeira as primeiras embarcações da pesca da sardinha “à valenciana” processo que constava na colocação de redes fixas ao longo da costa aprisionando o peixe à passagem dos cardumes.
Chegou mesmo a existir na Ericeira 6 empresas dedicadas a esta actividade (Rosa & Comandita, o casão da Armação) e 5 fábricas de conserva de peixe.
Tudo isto proporcionou à Ericeira um grande desenvolvimento piscatório-industrial, que atingiu o seu apogeu durante os anos da 1ª guerra Mundial com o fornecimento de conservas de peixe para tropas aliadas que combatiam em França.
O aparecimento de novos barcos de pesca da sardinha movidos a vapor – galeões – a que seguiram as traineiras com motor deu origem ao encerramento da actividade das armações e fábricas de conserva de peixe – 1933.

(retirado da exposição Ericeira Antiga, no jogo da bola)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Ericeira - breve história

Vila muito antiga, presumivelmente local de passagem e instalação dos fenícios. O seu primeiro foral remonta ao ano de 1229, concedido pelo Grão-mestre da Ordem de Avis, D. Frei Fernão Rodrigues Monteiro, e reformado pelo Rei D. Manuel I, em 1513. Conheceu no século XX, a sua época áurea, enorme incremento, porquanto foi o porto mais concorrido da Estremadura, com Alfandega, por onde se fazia o abastecimento de quase toda a província. O embarque da Família Real Portuguesa, para o exílio, episódio que assinala o termo do Regime Monárquico em Portugal, fará sempre destra vila e do seu porto de Pesca, um dos locais mais históricos do concelho.